> Padrasto é preso suspeito de obrigar enteada deficiente a ingerir bebida alcoólica para depois estuprá-la e humilhá-la !

Padrasto é preso suspeito de obrigar enteada deficiente a ingerir bebida alcoólica para depois estuprá-la e humilhá-la !

Posted on sexta-feira, 21 de dezembro de 2018 | No Comments

Dono de bar preso suspeito de forçar enteada a ingerir bebida alcoólica e depois estuprá-la e humilhá-la por ser deficiente, em Goiânia — Foto: Guilherme Henrique/TV Anhanguera

O dono de um bar de Goiânia foi preso na manhã desta sexta-feira (21) suspeito de forçar a enteada, cega e com dificuldades de locomoção, a ingerir bebidas alcoólicas para depois estuprá-la e humilhá-la por causa das deficiências. Os crimes aconteceriam há 17 anos. O caso chegou à Polícia Civil por meio de uma denúncia anônima.

O homem, que tem 59 anos, negou os crimes e alegou que criou a vítima – atualmente com 37 anos – como filha, mas que ela apaixonou por ele e tem ciúmes da mãe. A titular da Delegacia de Proteção à Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência, Ana Lívia Batista, disse ter provas suficientes de que a versão não condiz com a realidade.

“Esses abusos vêm acontecendo de forma reiterada a 17 anos. Essa vítima sofre esses abusos, sempre acompanhados de ameaças de morte, ameaças de que o autor iria colocar fogo na casa com todos os entes da vítima. A vítima vivia sob verdadeira tortura”, afirmou a delegada.

O caso foi denunciado há dez dias, e exames feitos no Instituto Médico Legal (IML) comprovaram os estupros. “Essa vítima nos relatou de maneira muito emocionada, com muito temor, essa questão da violência sexual”, completou Ana Lívia.

O dono de bar estava foragido, mas foi localizado nesta manhã em Israelândia – cidade a 185 quilômetros de Goiânia. De acordo com a delegada, no depoimento, ele negou “de maneira muito fria, de maneira muito cínica” os crimes.

A Polícia Civil descarta o envolvimento ou ciência de outra pessoa da família sobre os abusos. O homem vai responder por estupro de vulnerável, pois a vítima não poderia oferecer nenhum tipo de resistência, e pelo artigo 88 do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que fala sobre discriminação. Se condenado pelos dois crimes, pode pegar entre 9 e 18 anos de prisão.

Por Guilherme Henrique e Raquel Morais, TV Anhanguera e G1 GO

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