quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Grupo Sarney acirra crise com o poder judiciário


SARNEY E ROSEANA


Temendo uma eventual intervenção federal no Maranhão em função da crise no sistema prisional, a governadora Roseana Sarney (PMDB) tensionou a relação entre a administração estadual e o Poder Judiciário, setor historicamente próximo ao clã Sarney no Estado. Desde o final de dezembro, a governadora tem atribuído as 62 mortes ocorridas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas desde o ano passado à morosidade da Justiça.
 
Em uma outra frente, fontes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acusam a família Sarney de fazer lobby pela exoneração do juiz Douglas Martins, diretor do CNJ, responsável pelo relatório de inspeção realizado em Pedrinhas no final do ano passado. O relatório afirma que em Pedrinhas foram detectadas, além das brigas de facções rivais, o estupro de esposas de detentos e até casos de decapitação de presos.
 
A interlocutores, Roseana tem dito que está sendo alvo de uma perseguição de juízes supostamente próximos ao presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), Flávio Dino, que também foi magistrado. Dino é o principal adversário do clã Sarney na disputa pelo governo do Estado neste ano. Nos bastidores, Roseana classifica como “ação política”, a inspeção do juiz Douglas Martins.
 
Além disso, o governo estadual vem reiterando por meio de seus interlocutores que vários dos ataques ocorridos em São Luís foram planejados ou executados por ex-condenados ou por acusados de crimes como furto qualificado ou formação de quadrilha, que ainda esperam julgamento da Justiça.
 
No último fim de semana, em entrevista ao jornal O Estado do Maranhão, veículo de comunicação da família, Roseana afirmou que o Estado tem 2,7 mil presos e “mais da metade deles não foi julgada pela Justiça”. “A Justiça é lenta. Também temos esse problema”, disse Roseana.
 
A presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), a desembargadora Cleonice Freire, lançou, na noite desta segunda-feira, uma nota de repúdio às declarações da governadora afirmando que “as causas mais determinantes para o agravamento da questão carcerária decorrem de fatos independentes do Poder Judiciário”. “A responsabilidade na solução dos problemas carcerários, com relação à estruturação física destinada aos detentos, não compete ao Poder Judiciário”, disse a desembargadora.
 
Também desde a semana passada, membros ligados à família Sarney intensificaram as críticas contra o juiz Douglas Martins tentando desacreditar o relatório entregue por ele ao presidente do CNJ. Além de um texto retratando os atos de desrespeito aos direitos humanos, o magistrado também entregou vários vídeos supostamente gravados em Pedrinhas.
 
Temendo uma eventual intervenção federal no Maranhão em função da crise no sistema prisional, a governadora Roseana Sarney (PMDB) tensionou a relação entre a administração estadual e o Poder Judiciário, setor historicamente próximo ao clã Sarney no Estado. Desde o final de dezembro, a governadora tem atribuído as 62 mortes ocorridas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas desde o ano passado à morosidade da Justiça.
 
Em uma outra frente, fontes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acusam a família Sarney de fazer lobby pela exoneração do juiz Douglas Martins, diretor do CNJ, responsável pelo relatório de inspeção realizado em Pedrinhas no final do ano passado. O relatório afirma que em Pedrinhas foram detectadas, além das brigas de facções rivais, o estupro de esposas de detentos e até casos de decapitação de presos.
 
A interlocutores, Roseana tem dito que está sendo alvo de uma perseguição de juízes supostamente próximos ao presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), Flávio Dino, que também foi magistrado. Dino é o principal adversário do clã Sarney na disputa pelo governo do Estado neste ano. Nos bastidores, Roseana classifica como “ação política”, a inspeção do juiz Douglas Martins.
 
Além disso, o governo estadual vem reiterando por meio de seus interlocutores que vários dos ataques ocorridos em São Luís foram planejados ou executados por ex-condenados ou por acusados de crimes como furto qualificado ou formação de quadrilha, que ainda esperam julgamento da Justiça.
 
No último fim de semana, em entrevista ao jornal O Estado do Maranhão, veículo de comunicação da família, Roseana afirmou que o Estado tem 2,7 mil presos e “mais da metade deles não foi julgada pela Justiça”. “A Justiça é lenta. Também temos esse problema”, disse Roseana.
 
A presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), a desembargadora Cleonice Freire, lançou, na noite desta segunda-feira, uma nota de repúdio às declarações da governadora afirmando que “as causas mais determinantes para o agravamento da questão carcerária decorrem de fatos independentes do Poder Judiciário”. “A responsabilidade na solução dos problemas carcerários, com relação à estruturação física destinada aos detentos, não compete ao Poder Judiciário”, disse a desembargadora.
 
Também desde a semana passada, membros ligados à família Sarney intensificaram as críticas contra o juiz Douglas Martins tentando desacreditar o relatório entregue por ele ao presidente do CNJ. Além de um texto retratando os atos de desrespeito aos direitos humanos, o magistrado também entregou vários vídeos supostamente gravados em Pedrinhas.
 
Do site IG

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