Inicialmente, Romário usa as mensagens para dizer que nunca foi contra a Copa do Mundo. “Fui o primeiro a dizer que o Brasil faria a maior Copa de todos os tempos”, escreveu o jogador, ontem à tarde, numa clara mudança de postura. Em março de 2012, em reportagem do jornal Lance, o ex-atacante diz: “Não será a melhor (Copa) e nós vamos passar vergonha”. No carnaval deste ano, enquanto participava do camarote de uma cervejaria que faz alusão ao Mundial, o Baixinho repetiu: “Fora de campo, a Copa é horrorosa, é desastrosa, é uma vergonha”.
Em seguida, o ex-atleta diz que “criticar a corrupção não me impede de fazer publicidade e ganhar o meu dinheiro honestamente”. Em nenhuma das 14 mensagens publicadas na rede social sobre o tema, Romário questiona o valor estimado em R$ 700 mil e R$ 900 mil por publicitários e especialistas em marketing ouvidos pelo Correio, para participações nas campanhas de duas empresas: uma cervejaria e uma fabricante de sandálias.
A referida reportagem já havia ouvido o Baixinho: “Eu ganho R$ 20 mil por mês e as pessoas podem entender que, como jogador, sempre ganhei mais do que isso. Fiz essas propagandas porque, financeiramente, foram bem interessantes para mim”, disse Romário.
Perfil do Partido dos Trabalhadores em outra rede social utilizou as informações apuradas pelo Correio Braziliense para atacar o deputado do PSB, que é pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro.
Redação/correio brasiliense
Nenhum comentário:
Postar um comentário